Era uma Vez, Há 20 Anos: O Fenômeno Imortal de High School Musical
Se você fechar os olhos e ouvir o som de tênis rangendo em uma quadra de basquete ou o bater rítmico de bandejas de metal em uma cafeteria, sua mente provavelmente completará a melodia. Em 2006, o Disney Channel lançou um filme despretensioso sobre um atleta e uma “garota gênio” que decidem cantar. Mas o que ninguém previu é que High School Musical (HSM) não seria apenas um filme, mas o Big Bang de uma nova era da cultura pop.

Ao celebrarmos os 20 anos dessa franquia, não estamos apenas falando de nostalgia. Estamos falando de uma trilogia que quebrou as barreiras da TV para o cinema, ditou a moda dos anos 2000 e ensinou uma geração inteira que “o status quo” é algo que deve ser desafiado. Por que ainda gritamos “Wildcats!” duas décadas depois? Porque HSM foi o último grande fenômeno de união cultural antes da fragmentação das redes sociais.
O Nascimento de um Império Disney
Quando o primeiro filme estreou, a premissa era o clássico clichê de Romeu e Julieta sem o final trágico: Troy Bolton (Zac Efron) e Gabriella Montez (Vanessa Hudgens) pertenciam a mundos opostos. Mas a magia estava na execução. Kenny Ortega, o diretor e coreógrafo, trouxe a energia dos palcos da Broadway para a sala de estar de milhões de adolescentes.
O impacto foi imediato e avassalador. A trilha sonora do primeiro filme foi o álbum mais vendido de 2006 nos EUA. De repente, cartazes de Zac Efron estavam em cada quarto e a coreografia de “We’re All In This Together” tornou-se o primeiro “desafio viral” antes mesmo do conceito existir. A Disney percebeu que tinha ouro nas mãos e elevou a aposta: a sequência foi um evento de verão sem precedentes, e o terceiro filme, o “Ano de Formatura”, foi tão grandioso que precisou ser lançado nos cinemas mundiais, um feito raro para uma “prata da casa” televisiva.

Além das Músicas: O Poder da Identidade
O que mantém High School Musical vivo no coração dos fãs (e nos algoritmos do TikTok) não são apenas os refrões chiclete de “Breaking Free” ou “Bet On It”. É a mensagem de autenticidade. Em uma época em que os rótulos de ensino médio eram rígidos, HSM disse que você poderia ser o capitão do time e o protagonista do musical. Que você poderia amar química e dançar em cima das mesas.
Personagens como Sharpay Evans (Ashley Tisdale) evoluíram de vilãs incompreendidas para ícones camp e feministas para a audiência atual, provando que a ambição e o amor pela arte também têm seu lugar. A trilogia capturou aquela ansiedade universal de crescer, fazer escolhas e dizer adeus aos amigos, algo que ressoa tanto hoje quanto em 2006. High School Musical correu para que Glee e High School Musical: The Series pudessem andar.
O Legado que Não Sai de Cena
Vinte anos depois, o legado de HSM é onipresente. Vimos o surgimento de estrelas globais, o renascimento dos musicais para o público jovem e uma série derivada de sucesso no Disney+ que revelou talentos como Olivia Rodrigo. A franquia provou ser à prova de tempo: os fãs originais agora apresentam as músicas aos seus filhos, e as festas temáticas de “Noite do Karaokê de HSM” continuam lotando clubes ao redor do mundo.
Talvez o segredo da longevidade de High School Musical seja a sua sinceridade absoluta. Ele não tinha vergonha de ser colorido, teatral e otimista. Em um mundo cada vez mais cínico, revisitar o East High é como voltar para casa. É a lembrança de que, não importa o quão diferentes sejamos, no final das contas, estamos todos juntos nessa. Pois, uma vez um Wildcat, sempre um Wildcat!
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